16h
06/03/2011
Como de fato se apresentam de modo idiossincrático um ou dois raios de luz por dentro da copa das árvores; sem dúvida que aqui elas cresceram em grande número e no vasto tapete verde escuro que teceram, já um tanto esmorecido, penetram como em cavernas os raios de luz, os quais não sem indiscrição corrompem isolados a homogeneidade desse amplo e espesso tapete; pode ser nosso fenômeno assimétrico de predileção.
07/03/2011 às 3:21 PM
“Os primeiros raios de sol infiltraram-se por entre as nuvens, brilharam lá no alto e correram a terra e o céu. A neblina derramou-se em ondas pelos vales; o orvalho começou a brincar na relva; nuvenzinhas brancas e transparentes dispersavam-se apressadas pelo firmamento azulado. Os pássaros revoavam sobre a mata espessa e, sem rumo, gorjeavam felizes; folhas viçosas sussuravam radiantes e tranquilas nas copas, e os ramos das árvores vivas mexeram-se lentos, majestosos, sobre a árvore tombada e morta.” (Três mortes; Liev Tolstói)
07/03/2011 às 3:36 PM
(((:
06/04/2011 às 7:56 PM
bru, esse texto tá tão lindo! lembrei de um que você escreveu há um tempããão, onde falava dos reflexos do sol nas páginas de um livro. era isso?